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Emoção marca primeiro dia de atividades do “Acessibilidade e Inclusão: Justiça para Todos”

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O primeiro dia do evento de conscientização e sensibilização Acessibilidade e inclusão: justiça para todos foi marcado pela emoção e pelo debate sobre o tema. Todo o evento foi traduzido simultaneamente para Libras (Língua Brasileira de Sinais), inclusive a execução do Hino Nacional, interpretado pela banda da Polícia Militar de São Paulo. Confira aqui as fotos do primeiro dia do evento. 


As atividades se iniciaram na Praça da Justiça, do Fórum Trabalhista Ruy Barbosa, com abertura do presidente do TRT-2, desembargador Nelson Nazar, que destacou a importância da acessibilidade do Tribunal para todos. “Este é um momento muito importante para este Tribunal, porque esta é uma casa de Justiça que tem o dever de cumprir a lei e dar tratamento igual aos desiguais, que têm o direito de produzir para a sociedade”, disse ele, ao fazer remissão ao art. 5º da Constituição. 


Em seguida, subiram ao palco do evento os grupos de danças em cadeira de rodas Entre Nessa e Sem Barreira. As apresentações emocionaram o público pela dedicação dos dançarinos e dos seus professores. Após as performances, foi a hora de descer ao 1º subsolo, em frente ao auditório, para um coffee break, antes de acontecerem os debates. 


Já dentro do auditório, a abertura coube à servidora Daniela Ferrari Kovács, chefe do Setor de Acessibilidade do TRT-2, sempre acompanhada de Basher, seu cão-guia. “O objetivo aqui é trazer um pouquinho de informação, pois o preconceito nada mais é do que a falta de informação”, disse ela, referindo-se ao evento. 


Na sequência, a servidora passou a palavra ao desembargador do TRT-9 Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, primeiro magistrado cego do Brasil e autor da proposta legislativa sobre reserva de vagas em concurso público para deficientes. Ele discorreu sobre opapel do Poder Judiciário na inclusão no trabalho de pessoas com deficiência, focando suas palavras nas legislações referentes ao tema. “Estamos falando de emancipação de um cidadão que, por deficiência da sociedade, não consegue exercer plenamente sua cidadania”, comentou. 


Encerrando o ciclo de palestras, foi exposto o “projeto de dominar o mundo”, do jornalistaJairo Marques, cadeirante, colunista e chefe de reportagem da Folha de S.Paulo, idealizador do blog Assim como Você. Ele deu exemplos de pessoas com deficiência que superaram as dificuldades e se tornaram referência de sucesso na vida profissional. “Quando você coloca uma pessoa com deficiência no ambiente de trabalho, você causa uma revolução. Um cão-guia, por exemplo, às vezes aproxima pessoas que nunca se falaram”, disse. 


E para encerrar o primeiro dia, música. Renato José, deficiente visual e violonista erudito, interpretou Canários, de Gaspar Sans. Antes de descer do palco, foi conclamado a interpretar mais uma música em seu violão, fazendo os presentes saírem do ambiente leves com as melodias suaves dedilhadas por ele. 


Experiência sensorial 


Entre uma palestra e outra, foi proposta ao público uma experiência sensorial. Todos no auditório fecharam os olhos, e foram sendo descritas cenas de uma apresentação no datashow. Foi uma forma de fazer todos sentirem um pouco a experiência de uma audiodescrição. 


Além da experiência sensorial, ao abrir os olhos todos “reviram” a apresentação. Tratava-se de uma mensagem deAntônia Yamashita, mãe de Lucas, criança cadeirante. Ambos estavam presentes e foram apresentados ao público. Em suas palavras, Yamashita falou das mudanças em sua vida com a chegada do pequeno Lucas. “Uma pessoa com deficiência não é uma carga pesada numa família. Isso depende de como você vê a deficiência. Hoje sou uma pessoa muito melhor, graças ao meu filho!”, disse, em tom emocionado.

Painel sobre a Lei de Cotas será uma das atrações do segundo e último dia


Às 17h desta quinta-feira (18), iniciam-se as atividades no auditório do 1º subsolo do fórum com a apresentação do coral de surdos Mãos que Cantam e Encantam. Em seguida, será a vez do depoimento intitulado O amor, a escuridão e o silêncio, do casal de surdo-cegos Cláudia Sofia Indalécio e Carlos Jorge Wildhagem Rodrigues.


Dando prosseguimento às atividades e encerrando o evento, acontece o painel Inclusão e trabalho – implicações da Lei de Cotas, que tratará de questões que dificultam a aplicabilidade da Lei de Cotas, como a frequente alegação dos empregadores de que inexistem pessoas com deficiência capacitadas a serem contratadas.


Participarão da Mesa a desembargadora Ana Maria Contrucci Brito Silva, presidente da Comissão de Acessibilidade do TRT-2; Marcos Neves Fava, juiz do trabalho titular da 89ª Vara do Trabalho de São Paulo; Paulo Sérgio João, advogado, professor da PUC-SP e da Fundação Getúlio Vargas; João Ribas, doutor em ciências sociais pela USP, coordenador do Programa Serasa de Empregabilidade de Pessoas com Deficiência, empresa modelo em acessibilidade, inclusão e empregabilidade; e Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, desembargador do TRT-9, ex-chefe da Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região, primeiro magistrado cego do Brasil.